Célia Maria de Figueiredo Oliveira nasceu em Petrópolis, cidade que também foi seu lar por grande parte da vida e onde construiu uma trajetória marcada pelo amor ao próximo e pela dedicação ao ensino. Filha de Dona Maria Pinto de Figueiredo, já falecida, carregou como herança os valores da fé, da generosidade e da entrega. Mais tarde, já aposentada, passou a viver em Criciúma, cercada pelo carinho de seus filhos e netos, desfrutando daquilo que sempre foi seu maior tesouro, a família.
Esposa dedicada de Valdir de Oliveira Filho, Célia construiu ao longo de mais de cinquenta anos de matrimônio uma história sólida, baseada no companheirismo, no respeito e no amor verdadeiro. Foi mãe de Marco Aurélio, Ana Paula e Paulo Vitor, e avó amorosa de Kayque, Eric, Ana Bárbara, Ramiro e Vittorio. Entre irmãos, compartilhava laços com Luiza, Loetitia, João e Ricardo, mantendo viva a importância da união familiar que sempre cultivou com tanto zelo.
Professora por vocação, Célia exerceu com maestria a missão de educar. Dedicou anos de sua vida à alfabetização de milhares de crianças da rede pública de ensino em cidades do interior do Rio de Janeiro, como Teresópolis e sua querida Petrópolis. Mais do que ensinar a ler e escrever, ela ensinava valores, acolhia com o coração e deixava marcas profundas na vida de cada aluno que passava por sua sala. Sua profissão era, na verdade, um reflexo do que ela era em essência, alguém que acreditava no poder transformador do amor e da educação.
Dona Célia era uma mulher comunicativa, de presença viva e olhar atento, mesmo diante das limitações da visão. Sua escuta era generosa, seu acolhimento, sincero. Gostava de conversar, de partilhar histórias, mas também sabia ouvir como poucos, oferecendo sempre uma palavra doce, um conselho sereno, um gesto de carinho. Era intensa na vida, mas serena na alma, alguém que sabia pausar tudo quando o outro precisava, colocando sempre as pessoas em primeiro lugar.
Sua fé foi um dos pilares mais fortes de sua existência. Católica Apostólica Romana e Mariana, como ela se definia, viveu sua espiritualidade com entrega e devoção até os últimos dias. Devota de Jesus Misericordioso, encontrava na oração, especialmente no Santo Rosário, uma fonte inesgotável de força e paz. Foi catequista, participou de movimentos religiosos, cantou, compôs e evangelizou com alegria, espalhando sua fé não apenas em palavras, mas principalmente em atitudes.
Resiliente por natureza, Célia ensinou, com seu exemplo, que a vida deve ser enfrentada com coragem e esperança. Nunca se deixava abater pelas dificuldades, sempre buscava caminhos, sempre acreditava que era possível recomeçar. Seu jeito carinhoso e profundamente dedicado ao outro mostrava que amar não é apenas sentir, é agir, é cuidar, é estar presente.
Apaixonada pela vida, encontrava felicidade nas coisas mais simples, escrever poesias, cozinhar, ir ao mercado, exercitar sua autonomia. A poesia, aliás, era uma de suas grandes paixões, tendo participado de antologias e publicado um livro de poesias próprias em comemoração ao seu aniversário de 70 anos, um marco que simboliza sua sensibilidade e sua forma única de enxergar o mundo. Também se encantava com artes como origami e caligrafia, e tinha na culinária uma fonte de alegria e de memórias afetivas inesquecíveis. Amava viajar, viver novas experiências e, acima de tudo, estar em família.
Seu bom humor era marcante. Ela tinha uma vocação natural para as piadas, Dona Célia sempre fez questão de participar ativamente das brincadeiras em família e sempre será lembrada por várias delas que tornou famosas entre os seus. Sua alegria de viver era contagiante, presente tanto nos momentos simples do cotidiano quanto nas grandes celebrações da vida.
Os últimos anos de sua trajetória foram marcados por desafios. Após um AVC em 2021, teve sua autonomia reduzida, mas jamais deixou de receber e oferecer amor. Foram anos de cuidado, carinho e presença familiar, em que o afeto falou mais alto que qualquer limitação. Em 2026, um segundo AVC trouxe a despedida, mas também proporcionou momentos de profunda conexão e significado.
Em um desses momentos, já na UTI, um de seus netos, com o coração cheio de gratidão, repetia: “Muito obrigado por tudo, minha vó”. Mesmo com limitações na fala e com o corpo fragilizado, Dona Célia respondeu com firmeza e essência: “FARIA TUDO DE NOVO!”. Essa frase, simples e poderosa, traduz quem ela foi em toda a sua plenitude. Uma mulher que viveu intensamente, que amou sem medidas. E assim, ela surpreendeu a todos ali presentes pela consciência na resposta apenas, porque seu conteúdo era a essência de Dona Célia e todos nós temos plena certeza de que ela faria tudo novamente.
Célia Maria de Figueiredo Oliveira deixa um legado de amor, fé, resiliência e alegria. Permanece viva na memória de seus familiares, amigos e alunos, em cada gesto de carinho, em cada ensinamento, em cada lembrança partilhada. Sua história não se encerra, ela continua ecoando nos corações que tocou, como uma poesia que jamais se apaga.
Localização
Millenium Crematório e Funerária
SC-445, 2118 - Liri, Içara - SC
Funerária ou Crematório responsável:
Que sorte a minha ter conhecido dona Célia. A essência dela, que se traduziu de forma tão sensível nesse memorial, é o seu legado. Ele segue vivo em sua família, que transborda amor, cuidado com o próximo e alegria de viver da mesma forma que ela era e inspirou os seus a ser.
Um beijo carinhoso e cheio de amor em todos vocês.
Lara Vieira
Que cada lágrima se transforme em lembrança de amor.
Samantha Lisboa Pinto de Figueiredo
Que Deus receba essa alma com amor e traga conforto à família.
Magno Fernandes
Partiu sendo exemplo de amor e de fé em cada lembrança.
Que a saudade vire oração e o amor vivido nunca se apague.