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Maria Lúcia Mayer

Maria Lúcia Mayer

04/01/1950
24/03/2026
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Maria Lucia Mayer nasceu em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, filha de Remy Arthur Mayer e Maria Alda Mayer, ambos já falecidos. Ao longo de sua vida, construiu uma trajetória marcada pela sensibilidade, pela curiosidade e por um coração que parecia não ter limites para acolher. Mais tarde, fez de Porto Alegre o seu lar, onde viveu grande parte de sua história, deixando marcas profundas em todos que tiveram o privilégio de conhecê-la.

Viúva de Taine Zaiter Martins, Maria Lucia tinha na irmã, Carmem Lucia Girardi, um laço de afeto e companheirismo. Não teve filhos, netos ou bisnetos, mas a vida tratou de lhe conceder algo ainda mais amplo, o carinho de muitos, que a reconheciam como “a dinda de todos”. E assim ela era, uma presença que acolhia, que orientava, que cuidava com ternura e alegria, como se cada pessoa ao seu redor fosse parte de sua própria família.

Profissional dedicada, exerceu a enfermagem com humanidade e zelo, cuidando não apenas de corpos, mas também de histórias, medos e esperanças. Sua essência, no entanto, ia muito além da profissão. Dona de um coração gigante e de uma alma brincalhona, Maria Lucia carregava uma curiosidade incansável, um olhar atento ao mundo e às pessoas, sempre pronta a aprender, a ouvir e a se encantar.

A leitura era seu refúgio e também sua ponte com os outros, transformando-a em uma contadora de histórias envolvente, capaz de prender a atenção e tocar o coração de quem a escutasse. Talentosíssima nas artes, desenhava e pintava como ninguém, uma artista autodidata que também expressava sua criatividade ao maquiar, quando jovem se maquiava muito, com delicadeza e precisão, mostrando que sua arte não se limitava ao papel.

Seu riso era fácil, contagiante, daqueles que tomam conta do ambiente e fazem todos rirem junto. Assim como provocava gargalhadas, também se deixava levar por elas, em momentos leves, espontâneos, cheios de vida. O coração leve e brincalhão era uma de suas maiores marcas, assim como sua facilidade em fazer amigos, sempre conquistando a todos com interesse genuíno, curiosidade e acolhimento sincero.

Havia nela uma alma de criança, e isso se refletia no encanto que exercia sobre os pequenos. Era comum vê-la cercada por crianças, em rodas cheias de alegria, como se sua presença fosse um convite natural à brincadeira e à imaginação. E, do mesmo modo, era impossível não notar seu amor pelos animais, frequentemente traduzido nos pelos que levava consigo nas roupas, prova viva do carinho profundo que nutria pelos seus companheiros de quatro patas, que também a amavam de volta.

Nos últimos tempos, encontrou nos cavalos uma nova paixão. Mesmo diante do medo, o enfrentava com coragem, atravessando cercas apenas para sentir de perto aquele contato tão especial. Era também parceira nas pescas, conhecedora profunda de iscas, mostrando que sua curiosidade e disposição para viver novas experiências nunca se esgotavam.

Amava os pequenos rituais do cotidiano, o cochilo das tardes, as madrugadas atravessadas entre livros e séries, os detalhes que tornavam a vida mais doce. Seus olhos grandes e verdes estavam sempre atentos, observando o mundo com sensibilidade. Escrever textos lindos e poéticos era mais uma de suas formas de expressão, revelando a profundidade de sua alma.

Maria Lucia era essencialmente feliz, e essa felicidade se espalhava por onde passava. Apaixonada pela vida, pela história, pela arte, pela astronomia, pelos doces, pelo esmalte vermelho e pelo clássico, ela vivia com intensidade cada detalhe, transformando o simples em especial.

Seu coração acolhedor e generoso deixa agora uma saudade imensa, daquelas que não se explicam, apenas se sentem. Permanece, porém, em cada memória, em cada riso compartilhado, em cada gesto de carinho que ensinou.

E no silêncio que fica, ecoa um pedido cheio de amor, cuida da gente aí em cima, dinda.
O amor que você plantou permanece vivo, forte e eterno.

Localização

Millenium Crematório e Funerária 

SC-445, 2118 - Liri, Içara - SC

Funerária ou Crematório responsável: