“Deus formou o homem do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego de vida, e o homem se tornou ser vivente.” É com essa verdade que começa a história de uma vida que foi, em cada detalhe, expressão de amor, sensibilidade e propósito.
Desde a infância, ela carregava em si uma doçura singular. Menina sonhadora, de olhos castanhos e cabelos cor de mel, cresceu entre brincadeiras simples e cheias de significado, subindo em árvores, rindo ao lado da irmã Elisabete e vivendo momentos especiais com o irmão Gustavo, de quem também era madrinha. As lembranças mais bonitas vinham com o verão, quando os encontros em família se tornavam completos, e os dias na praia pareciam eternos, marcados pelo som das ondas, pelo toque da areia e pela pureza de um coração que enxergava a beleza nas pequenas coisas.
Os finais de semana eram sinônimo de aconchego, dias de reunir a família na casa dos avós, de sentar ao lado dos primos, partilhar uma melancia depois do almoço e saborear a leveza da vida, acompanhada de um simples e inesquecível refrigerante de uva. Eram tempos que não voltam, mas que permanecem vivos na memória, como capítulos de uma história escrita com carinho e inocência.
Filha amada de Fernando Natalino Maciel e Maria Anselma Borges Maciel, ela cresceu cercada de valores sólidos, aprendendo sobre amor, respeito e união. Com o passar dos anos, sua personalidade foi se moldando com firmeza e delicadeza, revelando uma mulher de grande coração, determinada, organizada e inteligente, alguém que mesmo diante das dificuldades mantinha a clareza e a sabedoria para seguir em frente.
Nos estudos, sempre foi dedicada e esforçada. Ainda jovem, assumiu responsabilidades, começou a trabalhar para ajudar a família e construiu sua trajetória com dignidade. Atuou por muitos anos como balconista, e mais tarde dedicou-se com amor aos cuidados do lar, transformando cada espaço em um lugar de acolhimento.
Entre suas paixões, o futebol tinha um lugar especial, torcedora do Palmeiras, encontrava nos jogos momentos de alegria e descontração, celebrando vitórias e vivendo intensamente cada emoção.
Mas foi no amor que encontrou uma de suas maiores felicidades. Ao lado de seu esposo, Elder Martins Vitalli, viveu uma história marcada por cumplicidade, carinho e entrega. Para ela, ele era “o anjo da minha vida”, e assim caminhavam juntos, lado a lado, por 16 anos, compartilhando sonhos, superando desafios e fortalecendo um vínculo que resistia a tudo, na saúde e na doença, na alegria e nos momentos difíceis. Um amor verdadeiro, vivido com intensidade e coragem.
Reservada, mas profundamente sensível, ela demonstrava seu amor em gestos, palavras e presença. Valorizava cada pessoa ao seu redor, fazia questão de mostrar o quanto cada um era importante. Seu jeito carinhoso se revelava até nas coisas mais simples, como um convite para um café, um gesto que carregava afeto, proximidade e cuidado.
Sua fé também era parte essencial de quem ela foi. Acreditava no amor como um ensinamento divino, vivendo na prática aquilo que as palavras sagradas ensinam, amar uns aos outros. E foi assim que ela viveu, amando intensamente, com verdade, deixando marcas profundas em todos que tiveram o privilégio de conhecê-la.
Sua partida deixa um silêncio difícil de compreender, uma saudade que se manifesta nos pequenos detalhes, no bom dia que não virá, no café que não será compartilhado, nos encontros que agora vivem apenas na lembrança. A ausência se faz presente a cada instante, como o som de uma onda que quebra no mar e ecoa no coração.
Mas também permanecem as memórias, as boas lembranças, o amor vivido e a certeza de que tudo tem seu tempo. E que, de alguma forma, ela continua presente, em cada gesto de amor, em cada lembrança guardada, em cada história contada.
Como nos versos que eternizam sentimentos, o amor não se encerra, ele permanece. E assim, ela seguirá sendo lembrada, com carinho, com saudade e com a certeza de que sua vida foi um presente, vivido com intensidade, fé e amor.
…E é nesse amor que seguimos, tentando compreender a ausência que agora se faz presente de forma tão intensa. Ficam as perguntas que ecoam no silêncio, quanto tempo vai demorar para sentir menos essa falta, como amenizar a saudade de quem já não está a uma mensagem de distância, nem a um simples pulinho de carro. Palavras que hoje doem para escrever, mas que também revelam o quanto ela foi amada e o quanto sua presença era essencial.
“Porque esta é a mensagem que vocês ouviram desde o princípio, que nos amemos uns aos outros.” E assim ela viveu, assim ela nos amou. Com verdade, com entrega, com um amor que não media esforços e que se fazia presente nos gestos mais simples e mais sinceros.
“Amados, continuemos a amar uns aos outros, porque o amor vem de Deus.” E é nessa certeza que encontramos algum consolo, a de que ela permanece envolvida por esse amor maior, e que até em seus últimos momentos foi capaz de nos ensinar sobre força, coragem e fé. Lutou bravamente, com todas as suas forças, desejando apenas mais tempo ao lado de quem amava. E Deus, em sua infinita sabedoria, concedeu aqueles minutos preciosos, instantes que hoje guardamos como eternos, lembrando que tudo acontece no tempo certo.
“Ele fez tudo belo ao seu tempo.” E a vida dela foi assim, bela em sua essência, marcada por sentimentos profundos e por uma forma única de amar. Mesmo sendo uma pessoa reservada, vivia intensamente suas emoções, valorizava a presença, fazia questão de demonstrar o quanto cada pessoa era importante em sua vida. Seu carinho se traduzia em palavras, em gestos e em pequenos convites que carregavam grande significado, como aquele simples e inesquecível, “vamos tomar um café?”, que dizia muito mais do que parecia.
Sua falta será sentida todos os dias, em cada amanhecer silencioso, em cada “bom dia” que não será dito, em cada momento em que o ar parece mais pesado pela ausência. Será sentida nos aniversários, nas conversas, nos encontros em família, no crescimento dos sobrinhos, em cada xícara de café que não poderá mais ser compartilhada. Será sentida até no som das ondas do mar, que um dia trouxeram paz e hoje trazem saudade.
Fica para nós a dor da despedida, a tristeza de não poder mais ouvir sua voz, mas também ficam as lembranças, as boas memórias e a certeza de que o amor vivido jamais será apagado. Permanece a esperança do reencontro e a serenidade de saber que agora ela está em paz.
E como nos versos que eternizam o amor, ele não se encerra com a partida. Ele continua, atravessando o tempo, permanecendo vivo em cada lembrança, em cada saudade, em cada coração que ela tocou.
Eu sei que vou te amar, por toda a minha vida eu vou te amar. Em cada despedida eu vou te amar. Desesperadamente eu vou te amar, e cada verso meu, sera pra te dizer, que eu sei que vou te amar, por toda a minha vida, eu sei que vou chorar, a cada ausencia tua eu vou chorar. Mas cada volta tua ha de apagar, o que essa tua ausencia me causou, eu sei que vou sofrer, a eterna desventura de viver, a espera de viver ao lado teu. Por toda a minha vida!
Localização
Millenium Crematório e Funerária
SC-445, 2118 - Liri, Içara - SC
Funerária ou Crematório responsável:
Meus sentimentos a todos os familiares 😢 Grazi era uma amiga de escola, muito querida,foi uma guerreira ...Deus conforte o coração de todos que o amavam...
Descanse em paz 🕊️
Alice
Que o consolo venha com o tempo e a fé os acompanhe.
Giovana Paes
Que a paz e o consolo encontrem espaço no coração de todos.
Simoni
Que o consolo venha com o tempo e a fé os acompanhe.
Anderson
Minha princesa! Foste minha aia no casamento, não está certo isso. Te ver partir me faz rever uma vida. Que sorte poder ter convivido contigo. Ver a tua luta e a tua resiliência me faz querer ser melhor. Que sorte aprender o que é viver o amor com o teu esposo. Que sejas recebida com muita festa nos braços dos nossos no céu. Te amo pra sempre.