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Nilza Duarte Silveira

Nilza Duarte Silveira

02/12/1937
09/03/2026
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Nascida em Jaguaruna, no dia 02 de dezembro de 1937, ela veio ao mundo com uma luz que jamais se apagaria. Filha de Ernesta Maria Godinho e Eduardo Duarte, ambos já falecidos, cresceu cercada pelos laços familiares ao lado dos irmãos Luiz Godinho Duarte, Francisca Godinho Duarte, Elvira Godinho Duarte, Pedro Godinho Duarte, Santo Godinho Duarte, José Godinho Duarte, Alicio Godinho Duarte e João Batista Godinho Duarte. Ao longo de sua caminhada, construiu sua própria família, sendo esposa de Anselmo Horiate Silveira e mãe de nove filhos, Maria do Carmo da Silveira, Horiate Silveira Neto, Sirlei Silveira, Izabel Silveira Marcelo, Luzia Silveira Sazan, Terezinha Silveira, Dalva Silveira, Ernesta Silveira Manenti e Josué Silveira . Sua história floresceu ainda mais nos sorrisos de seus 14 netos e 15 bisnetos, que carregam em si um pouco do amor que ela espalhou pelo mundo.

Moradora de Criciúma, onde viveu grande parte de sua vida, ela era aposentada, mas jamais deixou de exercer sua maior vocação, a de cuidar. Cuidar com palavras, com gestos, com oração. Era uma mulher de fé profunda, daquelas que fazem da espiritualidade o centro da existência. Apaixonada por Deus, pela igreja e pela oração, encontrava na simplicidade do dia a dia sua forma mais genuína de felicidade. Rezar, cantar, assistir à programação religiosa e estar com a família eram mais do que hábitos, eram expressões de quem ela era por inteiro.

Para quem não a conheceu, é possível descrevê-la como uma daquelas pessoas raras que parecem carregar luz própria. Extremamente alegre, comunicativa e acolhedora, estava sempre pronta para uma conversa, um canto ou uma prece. Era intensa no sentir e serena na forma de viver, uma combinação que transmitia paz e energia ao mesmo tempo. Sua presença fazia com que todos ao seu redor se sentissem especiais, especialmente aqueles que tiveram o privilégio de chamá-la de avó, encontrando nela um abrigo de amor e cuidado.

Sua alegria não era passageira, era um modo de existir. Mesmo diante das dores profundas que a vida lhe impôs, como a perda do marido e de cinco filhos, jamais deixou que o sofrimento definisse quem ela era. Não se via nela a tristeza dominar, mas sim uma força emocional impressionante, sustentada por uma fé inabalável. Ela ensinou, com sua própria vida, que é possível seguir com leveza mesmo após as maiores tempestades, que a dor não precisa apagar a doçura, e que a verdadeira força está em continuar sendo amor.

Seu cuidado se manifestava nos detalhes mais simples e, ao mesmo tempo, mais significativos. Rezava todos os dias por sua família, tratava a todos com carinho e atenção, e demonstrava gratidão pelas pequenas coisas, como valorizar até mesmo o papel de um presente. Para ela, o gesto sempre foi maior que o objeto. Esse olhar sensível para o essencial era uma das suas maiores marcas.

Havia algo profundamente simbólico em sua rotina. Era possível imaginá-la em casa, assistindo à missa, cantando “Beijinho Doce” em algum momento do dia, com um sorriso tranquilo no rosto. Recebia um presente com alegria sincera, encantando-se com cada detalhe, e, em silêncio, em algum instante, elevava suas orações com emoção verdadeira por aqueles que amava. Era nesse equilíbrio entre o simples e o sagrado que sua essência se revelava por completo.

Ela deixa como legado ensinamentos que não se apagam, a importância da fé vivida com leveza, o valor de cuidar do outro com presença e intenção, e a certeza de que o amor pode ser constante, mesmo em meio às perdas. Sua vida foi uma prova de que a grandeza está nas pequenas atitudes repetidas com significado.

E, acima de tudo, permanece a memória de alguém única. Uma mulher que, com sua forma de amar, marcou profundamente aqueles que tiveram a graça de estar ao seu lado. Para muitos, ela foi especial, mas para alguns, foi insubstituível. E é assim que seguirá sendo lembrada, com ternura, com saudade e com a certeza de que sua luz continuará a brilhar em cada vida que ela tocou.

Localização

Millenium Crematório e Funerária 

SC-445, 2118 - Liri, Içara - SC

Funerária ou Crematório responsável: