João Vaterkemper Zocche partiu deixando uma história marcada pela simplicidade, pelo trabalho honesto e por um jeito de viver silencioso, porém profundamente significativo. Filho de Luiz Zocche e Inesia Vaterkemper Zocche, ambos já falecidos, trouxe consigo desde cedo os valores do esforço e da dedicação, aprendidos ainda na infância, quando ajudava seus pais na lavoura, no interior de Nova Veneza. Foi ali, em meio à terra e ao trabalho duro, que começou a moldar o homem que viria a ser.
Na vida adulta, seguiu seu caminho rumo a Criciúma, onde construiu sua trajetória como mecânico, profissão que exerceu com compromisso e responsabilidade. Mesmo após a aposentadoria, não se afastou do trabalho, mantendo-se ativo, como alguém que entendia o valor de cada dia vivido com propósito. Ao lado de sua esposa, Zilda Zanelatto Zocche, construiu uma família, firmando raízes sólidas e criando, com amor e presença, suas filhas Mainara Zanelatto Zocche e Jussara Zanelatto Zocche.
João era um homem de poucas palavras, de natureza reservada e olhar atento. Não buscava grandes movimentos, nem fazia questão de muitos encontros. Seu mundo estava em casa, onde encontrava paz e sentido nas coisas simples. Era no quintal que seu coração encontrava descanso, cuidando com zelo daquilo que plantava. Verduras, árvores, aipim, milho, cada detalhe recebia sua atenção paciente, como quem entende que a vida também cresce devagar, no silêncio. Ali, entre a terra, o adubo e as mudas novas, João expressava, à sua maneira, um amor profundo pela vida.
Com o nascimento do neto, Victor Zocche Massiroli, um novo lado seu começou a florescer. Aquele homem reservado passou a demonstrar mais afeto, encontrando na presença do neto uma alegria serena. Brincava, cuidava, observava com carinho, revelando um amor que talvez sempre esteve ali, apenas aguardando o momento certo para se mostrar.
Outra de suas grandes paixões era a moto. Desde jovem, o gosto por andar sobre duas rodas o acompanhou ao longo da vida, trazendo-lhe liberdade e prazer. Mesmo diante das limitações impostas pela doença, esse sentimento permaneceu vivo. Em seus últimos momentos, deixou uma frase que traduz sua essência de forma tocante, perguntou se, para onde estava indo, ainda poderia andar de moto. Uma pergunta simples, mas carregada de alma, de quem sempre encontrou na vida pequenos motivos para seguir em frente.
João deixa como legado um ensinamento poderoso, o de nunca desistir. De levantar todos os dias, mesmo diante das dificuldades, e continuar lutando até o fim. Sua vida não foi feita de grandes discursos, mas de atitudes firmes, de persistência silenciosa e de um amor que se manifestava nos detalhes.
Hoje, fica a saudade, mas também a certeza de que sua história permanece viva na memória daqueles que o amaram. Em cada planta que cresce, em cada gesto simples, em cada lembrança compartilhada, João seguirá presente, como alguém que, mesmo em silêncio, deixou marcas profundas e eternas.
Localização
Millenium Crematório e Funerária
SC-445, 2118 - Liri, Içara - SC
Funerária ou Crematório responsável:
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