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Hercilio Antonio da Rosa

Hercilio Antonio da Rosa

17/07/1950
26/06/2026
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A história de Hercilio Antonio da Rosa foi construída sobre valores que não se perdem com o tempo: honestidade, retidão, simplicidade e amor à família. Nascido em Santa Rosa, Nova Veneza, Hercilio construiu sua vida em Criciúma, onde viveu, trabalhou, fez amizades e formou uma família que sempre foi uma de suas maiores razões para seguir em frente.

Ao lado de sua esposa, Nilta Lourdes Feltrin da Rosa, viveu uma história de companheirismo e dedicação. Juntos, construíram um lar e uma família formada pelas filhas Simone, Adriana, Andréia e Andressa. Para Hercilio, ser pai era muito mais do que um papel: era uma das maiores alegrias de sua vida. Tinha um orgulho imenso das filhas, de suas profissões e, principalmente, de cada conquista que elas alcançavam através dos estudos e de seus próprios esforços.

Hercilio era um homem íntegro, correto e honesto. Viveu com dignidade, respeitando seu casamento, seus valores e as pessoas ao seu redor. Sua maneira simples de viver escondia uma personalidade forte, inteligente e extremamente observadora. Era comunicativo, gostava de conversar e tinha um bom humor que tornava a convivência com ele ainda mais especial.

Ao longo da vida, trabalhou como desossador, dedicando-se ao trabalho e à construção de sua família. Mas, depois de tantos anos de trabalho, também soube aproveitar aquilo que a vida tinha de mais simples. Gostava de jogar canastra, ouvir as músicas de Baitaca e, principalmente, reunir a família para um bom churrasco com os genros. Para Hercilio, momentos assim tinham um valor enorme: a família reunida, uma boa conversa, comida na mesa e pessoas queridas por perto.

Ele também tinha um coração generoso e um carinho especial pelos animais. Preocupava-se com os gatos e os passarinhos, cuidava deles com atenção e demonstrava, nesses pequenos gestos, uma sensibilidade que fazia parte de sua personalidade. Era alguém que se importava com aquilo e aqueles que estavam ao seu redor, procurando sempre fazer o bem da maneira que podia.

Como avô de Maria Laura, Gabriel, Davi e Arthur, encontrou mais uma forma de exercer esse amor que sempre teve pela família. Os netos passaram a ocupar um espaço muito especial em seu coração, tornando-se parte das alegrias e das lembranças que hoje ficam.

Hercilio também cultivou grandes amizades ao longo de sua caminhada. Entre elas, estavam os companheiros do Bar do Batista, lugar onde compartilhava conversas, risadas e bons momentos. Essas amizades revelam outro lado de sua personalidade: o homem que gostava de estar entre pessoas, que valorizava uma boa conversa e que sabia transformar encontros simples em momentos de convivência e alegria.

Mas talvez uma das maiores demonstrações de quem Hercilio foi esteja na confiança que sempre depositou em suas filhas. Para uma delas, ele era sua pessoa de confiança. Quando precisava de alguma coisa, era com ela que conversava, buscando sua opinião, seu apoio e sua ajuda. Essa confiança, construída ao longo de tantos anos, foi um dos maiores presentes que um pai poderia deixar.

Hercilio sabia respeitar as escolhas de quem amava. Em duas ocasiões, sua filha precisou tomar decisões que poderiam mudar completamente o rumo de sua vida. Eram escolhas importantes, difíceis e que poderiam trazer consequências. Ainda assim, ele não a criticou, não brigou e não demonstrou decepção. Não tentou impor aquilo que achava certo. Permaneceu ao lado dela, oferecendo justamente aquilo que ela mais precisava: confiança.

Com sua sabedoria e paciência, continuou incentivando-a a estudar e a concluir a faculdade. E havia algo de que ele fazia questão de falar com orgulho. Onde quer que estivesse e com quem quer que conversasse, dizia: “A menina fez faculdade!”. Talvez para quem ouvisse fosse apenas uma frase, mas para sua filha havia ali uma demonstração enorme de amor, orgulho e confiança.

Esse orgulho pelas filhas era uma das marcas mais bonitas de Hercilio. Ele não precisava de grandes discursos para demonstrar o quanto as amava. Bastava falar delas, acompanhar suas conquistas e fazer questão de reconhecer aquilo que haviam alcançado.

Foi assim também que ensinou, através do exemplo, sobre caráter, honestidade e retidão. Mostrou que é possível viver uma vida simples sem abrir mão dos princípios. Ensinou através de suas atitudes, de seu bom humor, de sua maneira correta de tratar as pessoas e da forma como permanecia ao lado daqueles que amava.

Para sua família, Hercilio deixa também a lembrança de um homem que sabia aproveitar os pequenos prazeres da vida. Um churrasco em família, uma partida de canastra, uma música de Baitaca, uma conversa com os amigos ou simplesmente a companhia daqueles que amava eram suficientes para fazê-lo feliz.

Agora, são justamente esses momentos que ganham outro significado. A família sentirá sua falta ao redor da mesa, nos churrascos, nas conversas, nas brincadeiras e nos encontros. Seus amigos sentirão falta de sua presença e de seu bom humor. E seus filhos e netos sentirão falta daquele homem que, através de gestos simples, fazia questão de demonstrar que se importava.

Ficam também as lembranças de sua inteligência e de seu jeito observador, de suas opiniões, de suas conversas e daquela maneira própria de enxergar as situações. Fica a saudade de sua presença, mas também a gratidão por tudo aquilo que ele representou.

Hercilio deixa uma família que aprendeu com ele que caráter não é algo que se declara, mas algo que se demonstra todos os dias. Deixa o exemplo de um homem honesto, correto, íntegro e simples, que viveu de acordo com seus valores e que tratou as pessoas com respeito.

Deixa também um legado de amor. Amor pela esposa, pelas filhas, pelos netos, pelos amigos e até pelos animais que cuidava com tanto carinho. Um amor que muitas vezes aparecia em pequenas atitudes, mas que dizia muito sobre o tamanho de seu coração.

Hoje, a saudade se mistura ao orgulho. Orgulho de ter tido um esposo, pai, avô, irmão e amigo como Hercilio. Orgulho de tudo aquilo que ele construiu e, principalmente, da maneira como construiu: com honestidade, trabalho, simplicidade e respeito.

Aqueles que conviveram com ele levarão para sempre suas lembranças. Seus irmãos Leonardo, Venicio, Ignês, Valdir, Darci, Derni, Zela, Nair, Laide, Vilmar, Roseli e Jenice fazem parte da história de uma família que acompanhou sua caminhada e compartilhou com ele tantos momentos da vida.

Agora, sua presença física se despede, mas permanecem os ensinamentos, os valores e as histórias. Permanece a lembrança daquele homem que tinha sempre um bom humor, uma conversa para compartilhar e uma maneira muito própria de demonstrar carinho.

E, para suas filhas, talvez uma das maiores heranças seja justamente a confiança que ele depositou nelas. A certeza de que, mesmo quando a vida exigisse escolhas difíceis, elas poderiam seguir em frente sabendo que o pai acreditava nelas.

Hercilio parte deixando saudade, mas também deixando um exemplo. O exemplo de um homem que viveu com dignidade, que amou sua família profundamente e que encontrou felicidade nas coisas simples. Um homem que soube ser firme sem deixar de ser amoroso, correto sem perder o bom humor e simples sem deixar de ser grandioso naquilo que realmente importa.

Sua história permanece nas filhas que tanto o orgulharam, nos netos que tanto amou, na esposa com quem compartilhou sua vida, nos irmãos, nos amigos e em todos aqueles que tiveram o privilégio de conhecê-lo.

E enquanto houver um churrasco em família, uma música de Baitaca tocando, uma partida de canastra, um animal sendo cuidado com carinho ou uma filha lembrando, com emoção, daquele pai que dizia com orgulho “A menina fez faculdade!”, Hercilio continuará presente.

Porque algumas pessoas deixam saudade. Outras deixam ensinamentos. Hercilio deixou os dois, e, acima de tudo, deixou amor.

Localização

Millenium Crematório e Funerária

SC-445, 2118 - Liri, Içara - SC

Funerária ou Crematório responsável: