Anselmo foi muito mais do que um gato. Ele foi filho, companheiro, presença constante e amor incondicional, conhecido carinhosamente como Selmo, Selminho, Filho e Gordo Gorducho.
Adotado com cerca de 30 dias de vida, em 2012, ele marcou o início de uma história especial: foi o primeiro filho felino deste casal, aquele que transformou a casa em lar e preencheu os dias com alegria, rotina e afeto. Desde jovem, Anselmo era um gatinho cheio de energia, sempre curioso, alegre e dono de um charme único. Extremamente fotogênico, parecia saber que sua luz merecia ser registrada em cada clique.
Entre seus momentos preferidos estavam os de pegar um solzinho na sacada ou na janela. Com o passar do tempo, Anselmo tornou-se ainda mais apegado à sua rotina e ao conforto do lar, não sendo muito fã de visitas, mas profundamente conectado àqueles que amava.
As sonecas eram sagradas: no sofá da sala, na caminha dele. E, como todo bom guardião da casa, Anselmo também era o despertador oficial da família, tinha a habilidade do "modo soneca". Às 3 da madrugada vinha o primeiro chamado, mas às 8 horas não havia negociação, era hora do sachê, sempre servido pelo papai, com toda a atenção que ele fazia questão de receber. Entre uma rotina e outra, ainda havia espaço para um gosto curioso e encantador: Anselmo amava rúcula.
Fiel e presente, ele fazia companhia na sala, dormia todas as noites com a família e mostrava, diariamente, que estar junto era sua maior alegria. Luxo nunca o conquistou. Sua cama preferida sempre foi a simples caixa de papelão com sua manta por cima, provando que o amor mora nas coisas mais simples. Gostava de apoiar a cabeça no chinelo da mãe, um gesto pequeno, mas carregado de significado, que hoje vive eternizado na memória.
Em 2021, veio o diagnóstico de pedras nos rins. Não havia cura, apenas cuidados paliativos. E assim foram seus últimos anos: com alguns sustos, sim, mas principalmente com muito cuidado, dedicação e todo o amor do mundo. Anselmo foi protegido, acolhido e amado até o último instante. Ele tinha também uma marca única: uma pequena mancha em formato de taça em uma de suas patinhas. E mesmo após soro, exames e outros cuidados, essa marca permaneceu intacta. Quando perceberam que ela continuava ali, firme, foi um momento profundamente emocionante, como se aquele detalhe tão especial fosse um lembrete silencioso de que sua essência jamais seria apagada.
Sua partida, no dia 18 de dezembro de 2025, foi repentina e dolorosa, sem tempo para despedidas. Ainda assim, seu amor permanece. Após o velório e a cremação realizados no Crematório Millenium, Anselmo segue presente, agora de uma forma diferente, mas para sempre vivo no coração de quem o amou.
Anselmo foi o amor mais puro e incondicional que esta família conheceu. Ele não era apenas um gato, ele era um filho. A saudade é imensa, chega a doer, e aprender a viver sem ele será um novo caminho. Mas sua história, seu jeitinho, sua marca única e todo o amor que deixou jamais serão esquecidos.
Anselmo viverá para sempre.