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Meg

Meg

12/09/2009
31/10/2025
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Meg não era apenas uma cachorrinha.
Ela era companhia, carinho e uma presença constante na vida da Mari.

Uma pequena pinscher que chegou como presente de seus pais e que, sem que ninguém imaginasse, se tornaria um dos maiores presentes de sua vida. Durante aproximadamente 16 anos, Meg esteve ao lado da Mari, acompanhando momentos, rotinas e construindo uma ligação profunda e única.

Ela tinha muitos nomes, cada um nascido do carinho da família.
Para a Mari, muitas vezes era sua “Pitchulinha” ou “Meguinha”. O pai da Mari a chamava de “Meguistone”, a mãe a chamava de “Mangata”, e o avô da Mari, com seu jeito carinhoso e divertido, a chamava de “Gardina”. Cada apelido carregava uma história, uma risada e uma forma especial de demonstrar amor por ela.

Meg era doce, calma e extremamente carinhosa. Tinha um apego enorme com a Mari e parecia entendê-la apenas pelo olhar. Seus olhinhos brilhavam sempre que estavam juntas, como se ali existisse uma conversa silenciosa cheia de afeto.

E quando queria demonstrar esse amor, ela tinha seu próprio jeitinho. Meg era conhecida pelos seus famosos “lambe-beijos”. Era impossível ficar perto dela sem receber o carinho da pequena “lambe-lambe”.

Entre suas manias mais engraçadas estava uma que sempre fazia todos rirem. Meg adorava se coçar nas cadeiras, e se visse alguém com o pé levantado, logo se enfiava embaixo para aproveitar mais uma coçadinha.

Outra coisa que ela amava era passear de carro. Bastava ouvir a palavra “passear” que ela já corria para perto do carro, pronta para mais um passeio ao lado de quem amava.

Mas além de doce e carinhosa, Meg também era incrivelmente forte.

Ao longo da vida enfrentou momentos difíceis. Em uma ocasião, foi atacada por uma pitbull e quase perdeu a vida. Depois desse episódio acabou ficando ceguinha, mas isso nunca diminuiu sua vontade de viver ou seu amor pela Mari e pela família.

Em outro momento, durante um churrasco, um banco de madeira caiu sobre ela. Sua patinha quebrou em dois lugares e por muito pouco seu pulmão não foi perfurado. Ainda assim, mais uma vez, Meg mostrou sua força.

Mesmo depois de tantas dificuldades, continuou firme. Viveu cada dia com alegria, sempre querendo brincar, correr e estar perto da Mari.

Mesmo velhinha, fazia questão de continuar presente, participando da rotina da família do seu jeitinho tranquilo e cheio de carinho.

Entre todas as memórias que ficam, uma das mais fortes é a ligação especial que existia entre a Mari e a Meg. Era uma conexão que não precisava de palavras. Bastava um olhar para que uma entendesse a outra.

Nos momentos difíceis, quando parecia que ninguém mais estava por perto, Meg estava lá. Sempre presente, sempre companheira.

Ela foi muito mais do que uma cachorrinha.
Foi amiga, foi consolo, foi amor.

Seu jeitinho doce, seus olhinhos brilhando, seus lambeijos e sua presença fiel jamais serão esquecidos.

Meg partiu de forma tranquila, sem sofrimento, apenas descansou. E isso traz um pouco de conforto em meio à saudade.

Hoje fica o silêncio que ela deixou, mas também ficam as lembranças, o amor e a gratidão por todos os anos que ela viveu ao lado da Mari.

A música “You Are My Sunshine”, na voz de Christina Perri, representa exatamente o que Meg foi durante toda a sua vida.

Porque, para a Mari, Meg sempre foi um raio de sol.

E continuará sendo, para sempre, guardada no coração e nas memórias de quem teve o privilégio de amá-la.