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Laura

Laura

26/05/2015
10/02/2026
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Laura, carinhosamente chamada de Lala e Lalinha, chegou como um presente, mas rapidamente se transformou em algo muito maior, um verdadeiro encontro de almas. Da raça Shih Tzu, pequena no tamanho, mas imensa no amor, ela entrou na vida da família para ocupar um espaço que só ela seria capaz de preencher, tornando-se, ao longo de 10 anos, muito mais do que uma companheira, tornando-se suporte emocional, abrigo nos dias difíceis e alegria constante nos dias felizes.

Desde o início, Laura mostrou quem era. Carinhosa, companheira, delicada e profundamente amorosa, tinha um jeitinho único de demonstrar tudo o que sentia. Seu olhar dizia muito, seus gestos simples carregavam significados profundos, e sua presença era suficiente para transformar qualquer momento. Era leal, cheia de vida e de uma doçura que envolvia a todos ao seu redor.

Brincalhona e cheia de energia, Laura amava passear, correr na praia e sentir o vento, como se cada passeio fosse uma nova descoberta. Entre todos os momentos, havia um que fazia seu coração bater mais forte, passear de bicicleta, sem dúvida, era sua maior felicidade. Também vibrava com coisas simples, como ganhar um sachê ou ver quem amava chegando em casa, momentos que para ela eram pura festa, cheios de alegria sincera.

Mas se havia algo que era a sua marca registrada, eram os seus famosos lambeijos. Laura era beijoqueira, demonstrava seu amor com proximidade, com carinho, com aquele toque doce que só ela sabia dar. Seu amor se traduzia em companhia constante, em estar sempre por perto, como se entendesse exatamente o que era necessário em cada instante. E muitas vezes, entendia mesmo, parecia sentir, acolher e cuidar de quem amava de uma forma silenciosa e profunda.

Foram 10 anos de histórias, de fases compartilhadas, de momentos vividos lado a lado. Não há apenas uma memória que a represente, porque Laura foi feita de muitos momentos, de uma presença contínua e fiel, sempre ali, independente do tempo, das mudanças ou das circunstâncias. Uma vida inteira vivida juntas, onde cada lembrança carrega um pedaço do amor que ela deixou.

Laura era mais do que um pet, era família. Era filha, como era chamada com tanto carinho, era neta para a mãe, sobrinha para a irmã, e ocupava, com toda certeza, um lugar único e insubstituível no coração de todos. Um sonho em forma de cachorro, como foi descrita, e talvez essa seja a definição mais bonita de quem ela foi.

Hoje, fica a saudade, profunda e sincera, mas também fica a gratidão por cada instante vivido ao lado dela. Ficam os ensinamentos silenciosos sobre amor, lealdade e presença. Fica a certeza de que Laura não será esquecida, porque tudo nela marcou, tudo nela foi especial, e tudo nela permanece vivo dentro do coração.

E assim, Lala e Lalinha seguem eternas, não mais nos passos pela casa ou nos passeios ao vento, mas nas memórias, no amor e na história de quem teve o privilégio de viver ao lado dela.