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Valdemar Gonçalves da Fonseca

Valdemar Gonçalves da Fonseca

10/06/1948
17/08/2026
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A história de Valdemar Gonçalves da Fonseca foi feita de intensidade. Intensidade para trabalhar, para amar, para estar com a família, para cultivar amizades e, principalmente, para aproveitar a vida. Nascido em Pains, Minas Gerais, Valdemar construiu sua trajetória em Mococa, São Paulo, onde viveu grande parte de sua vida e deixou lembranças em todos os lugares por onde passou.

Motorista de profissão, foi um homem extremamente trabalhador, íntegro e honesto. Conhecia o valor do esforço e da responsabilidade, mas também sabia que a vida não deveria ser feita apenas de trabalho. Valdemar gostava de viver. Gostava de viajar, de fazer festa, de reunir as pessoas e de ter a casa cheia. Estar cercado de familiares e amigos era uma das coisas que mais lhe traziam felicidade.

Ao lado de sua esposa, construiu sua família e encontrou nela uma de suas maiores razões para seguir. Foi pai de Rafael e Albertino e, com o passar dos anos, teve também a alegria de acompanhar os netos Ulysses Felipe, Alice, Melissa, Lara e Kennedy. Para Valdemar, família era sinônimo de presença, convivência e alegria. Ele gostava de ter todos por perto e fazia questão de aproveitar os momentos juntos.

Também carregava uma história familiar marcada pelos irmãos José Eustáquio, Reinaldo, Farnesi, Helena, Luzia, Donizetti e Angela. E entre eles havia uma particularidade que só poderia pertencer a Valdemar: Helena era chamada por ele de “Satalia”, um jeito carinhoso e único que somente ele usava. São detalhes assim que hoje ganham ainda mais valor, porque fazem parte daquela personalidade que não poderá ser substituída.

Quem conheceu Valdemar sabe que ele tinha muitas facetas. Era comunicativo e gostava de conversar, mas também era observador. Podia ser mandão, intenso e firme em suas opiniões, mas também sabia ser sereno. Tinha uma personalidade forte, dessas que não passam despercebidas, e um jeito muito próprio de ocupar os espaços e participar da vida das pessoas.

E havia o bom humor. Valdemar gostava de rir, de brincar e, principalmente, de uma boa partida de truco. O jogo fazia parte de seus momentos de lazer, especialmente nos finais de semana, quando reunia os amigos e a família. E todos conheciam aquela gargalhada marcante que vinha depois de uma vitória. Era impossível não saber quando Valdemar tinha ganhado uma partida.

O truco, porém, era muito mais do que um jogo. Era uma desculpa para reunir pessoas, abrir uma conversa, dar risada e aproveitar a companhia uns dos outros. Muitas vezes, vinha acompanhado de uma cervejinha e de uma casa cheia. E talvez seja justamente isso que hoje faça tanta falta: não apenas o jogo, mas todo o cenário que vinha com ele.

Valdemar gostava de receber. Gostava de chegar de surpresa na casa dos parentes e também de fazer de suas próprias visitas momentos inesperados. Suas viagens para visitar familiares quase nunca eram anunciadas. Ele simplesmente aparecia. E muitas dessas chegadas inesperadas acabavam virando histórias para a família inteira lembrar e contar.

Era comum que, onde Valdemar chegasse, o truco acabasse acontecendo. O jogo começava, as conversas se estendiam e as risadas tomavam conta do ambiente. Às vezes, pela noite inteira; outras, pelo dia todo. Para ele, esses eram os momentos que faziam a vida valer a pena.

Valdemar ensinou, principalmente pelo exemplo, a importância de aproveitar os momentos. Talvez esse tenha sido um de seus maiores legados. Ninguém que o conheceu poderia dizer que ele não viveu intensamente. Ele soube aproveitar as oportunidades, valorizar as pessoas, viajar, festejar, reunir a família e criar histórias.

E essa maneira de viver dizia muito sobre sua coragem. Valdemar não era homem de deixar a vida passar diante dos olhos. Gostava de estar presente, de participar, de fazer acontecer. Tinha suas convicções, suas opiniões e seu jeito firme, mas também tinha uma enorme capacidade de desfrutar aquilo que a vida oferecia.

Era querido pelos amigos e pela família, e há uma coisa especialmente bonita em sua história: Valdemar não deixou inimigos. Ao longo de tantos anos e de tantos encontros, construiu relações que permaneceram marcadas pelo carinho, pela amizade e pelas boas lembranças.

Também foi alguém que ensinou muito através das atitudes. Ensinou os filhos e muitos sobrinhos a dirigir, compartilhando conhecimento e experiências com aqueles que estavam ao seu redor. Sua maneira de ensinar fazia parte desse jeito prestativo de ser, sempre disposto a ajudar e a passar adiante aquilo que sabia.

Mas, acima de tudo, Valdemar gostava de viver. Gostava de carros, de viajar, de festas, de truco e de estar com os familiares. Gostava da casa cheia, das conversas longas e das risadas que surgiam espontaneamente. E talvez por isso sua ausência deixe um silêncio tão diferente: porque onde antes havia movimento, conversa e gargalhada, agora haverá saudade.

Uma das lembranças que certamente permanecerá é aquela gargalhada que acompanhava suas vitórias no truco. Quem esteve ao lado dele nesses momentos provavelmente consegue até imaginar o som. E são lembranças assim que ajudam a manter viva a presença de alguém: uma voz, uma risada, um jeito de falar, uma brincadeira, uma expressão que só aquela pessoa usava.

Até mesmo durante o período de tratamento, Valdemar continuava sendo fiel ao seu jeito. Quando iniciou a quimioterapia, uma de suas maiores preocupações era perder o bigode, sua marca registrada. Pode parecer um detalhe pequeno, mas talvez seja uma das lembranças mais bonitas de sua personalidade, porque mostra que, mesmo diante de uma situação difícil, havia nele esse cuidado com aquilo que fazia parte de sua identidade.

Valdemar era assim: intenso até nos detalhes. Tinha suas manias, suas convicções, seu jeito mandão, seu bom humor e sua maneira muito particular de viver. E é justamente esse conjunto de características que agora fará tanta falta.

Hoje, sua ausência será sentida nas partidas de truco dos finais de semana, nas cervejinhas compartilhadas, nas festas, nas viagens inesperadas, nas casas cheias e nos encontros de família. Será sentida quando alguém esperar por aquela visita que chegava sem avisar ou quando uma partida terminar sem que sua gargalhada apareça depois de uma vitória.

Será sentida também pelos filhos e netos, que guardarão a memória de um homem que amava estar perto da família e que encontrou felicidade justamente nesses momentos de convivência.

Valdemar deixa uma história de trabalho, honestidade, amizade e, principalmente, de intensidade. Deixa o exemplo de alguém que soube aproveitar a vida e que não economizou presença. Viveu cercado de pessoas, criou vínculos, ensinou, ajudou, viajou, festejou e fez questão de aproveitar os momentos que tinha.

Deixa também a lembrança de um homem que tinha suas próprias maneiras de demonstrar amor. Muitas vezes, esse amor aparecia em uma viagem, em uma visita inesperada, em uma partida de truco, em uma festa ou simplesmente na vontade de ter todos reunidos em casa.

Agora, a casa pode até estar cheia novamente, mas nunca será exatamente igual. Faltará a voz de Valdemar, suas opiniões, suas brincadeiras e aquela gargalhada inconfundível. Faltará sua presença, mas permanecerá tudo aquilo que ele construiu nas pessoas que amava.

E talvez essa seja uma das maiores homenagens que sua família e seus amigos podem fazer: continuar vivendo. Continuar reunindo pessoas, contando histórias, viajando, comemorando, rindo e aproveitando os momentos, assim como ele ensinou através da própria vida.

Porque Valdemar mostrou que a vida deve ser vivida enquanto temos a oportunidade. E ninguém que conviveu com ele poderá dizer que ele não aproveitou a sua.

Hoje, entre a dor da despedida e a saudade que começa a ocupar os espaços, fica também a gratidão. Gratidão por todas as festas, pelos truques, pelas viagens, pelas visitas inesperadas, pelas conversas, pelas gargalhadas e por cada momento em que Valdemar escolheu estar perto de quem amava.

Ficam seus filhos Rafael e Albertino, seus netos Ulysses Felipe, Alice, Melissa, Lara e Kennedy, sua esposa, seus irmãos e todos os familiares e amigos que tiveram a felicidade de compartilhar a vida com ele.

Valdemar parte, mas deixa uma história que não será contada em silêncio. Será lembrada com risadas, com histórias de suas viagens inesperadas, com lembranças das partidas de truco e, provavelmente, com alguém contando mais uma vez sobre aquela gargalhada que entregava imediatamente quando ele tinha vencido.

E talvez seja assim que ele gostaria de ser lembrado: com a casa cheia, gente querida por perto, uma boa conversa acontecendo, uma partida de truco na mesa e muitas histórias para contar.

Porque Valdemar não deixou apenas saudade. Deixou uma lição simples e poderosa: a vida é feita dos momentos que escolhemos viver.

E ele escolheu viver intensamente.

Ubicación

Velório - Sala Vip - Memorial da Saudade.

Sepultamento:
18/08/2026 - Ás 16:00h.

Água Nova Cemitério Parque
Rodovia Pacífico Costa Lima, Km 01
Zona Rural - Mococa, SP

Repousa na Quadra 05; Linha 07; Posição "D".

Funerária ou Crematório responsável: