Gelson Pereira nasceu em Criciúma, filho de Aristides, já falecido, e Amélia Medeiros Pereira. Cresceu cercado pelo amor da família, dividindo a vida com os irmãos Cláudio e Jane, também já falecidos, além de Juarez, Gislane e Juliane. Desde cedo, mostrou-se curioso e habilidoso, alguém que gostava de entender como as coisas funcionavam, especialmente quando envolviam elétrica e manutenção, áreas que acabariam marcando sua trajetória.
Formou-se em Contabilidade, mas foi com as mãos e com o conhecimento prático que construiu sua caminhada profissional. Atuou como eletricista, trabalhando na Carbonífera Criciúma ao lado do pai, um período que certamente carregou consigo não apenas aprendizado, mas também laços de convivência e histórias compartilhadas.
Aos 29 anos, movido pelo desejo de novos caminhos, mudou-se para Joinville. Lá, seguiu atuando na área de elétrica e manutenção, construindo uma trajetória profissional diversa, passando por diferentes empresas, sempre fiel ao seu espírito inquieto, que não se acomodava facilmente em um só lugar.
Foi em Joinville que o destino lhe apresentou Célia Aparecida Domingues, com quem viveu uma linda história de amor. Casaram-se em 1990 e, dessa união, nasceram Amanda e Letícia, suas filhas, que carregam consigo parte do que ele foi. Após cerca de 20 anos de casamento, os caminhos de Gelson e Célia se separaram, e ele retornou a Criciúma, enquanto suas filhas permaneceram em Joinville, mantendo, ainda assim, um vínculo que o tempo e a distância jamais apagaram.
Gelson era dono de um jeito único de ser. Brincalhão, extrovertido, às vezes meio mentiroso, mas sempre com um coração generoso, tinha uma forma muito particular de demonstrar carinho. Era do tipo que dizia “não” quando alguém pedia algo, mas que, no fim, acabava ajudando, à sua maneira, com gestos que revelavam quem ele realmente era.
Nos encontros de família, sua presença era impossível de passar despercebida. Estava sempre rindo, fazendo piadas, implicando com todos, até mesmo com quem acabara de conhecer. Fora desse ambiente, também cultivava amizades com facilidade. Gostava de frequentar o bar, de encontrar os amigos para conversar, tomar uma cervejinha, jogar sinuca ou dominó, momentos simples, mas que para ele tinham grande valor.
Demonstrava afeto com intensidade e espontaneidade. Dizia “eu te amo” com uma facilidade que tocava quem estava por perto. Cada gesto seu, fosse em forma de brincadeira, de implicância ou até de um jeito meio rabugento, carregava verdade. Era assim, do seu jeito, que mostrava o quanto amava, e isso o fazia feliz.
Tinha também suas manias, era apegado às suas coisas, aos seus “tesouros”, que para muitos poderiam parecer apenas entulhos. Gostava de consertar, de dar novas chances ao que já não funcionava, e, mais ainda, de guardar aquilo que um dia poderia, quem sabe, voltar a ter utilidade. Havia nisso um traço bonito de quem acreditava que tudo podia ter uma nova oportunidade.
A trajetória de Gelson foi marcada pela leveza, pelo humor, pelas histórias, até pelas pequenas “mentirinhas” que arrancavam sorrisos, e, acima de tudo, por uma forma simples, verdadeira e intensa de amar.
Gelson, filho, irmão, pai, tio, amigo, deixa lembranças que jamais se apagam. Permanece vivo na memória, nas histórias contadas, nas risadas lembradas e no amor que plantou em cada coração que teve o privilégio de conhecê-lo.
Te amamos, para sempre.
Ubicación
Millenium Crematório e Funerária
SC-445, 2118 - Liri, Içara - SC
Funerária ou Crematório responsável:
Que Deus receba essa alma com amor e traga conforto à família.
FUNERÁRIA MILLENIUM
Rest in peace, Dad🤍
I love you so much
Amanda
Que Deus abençoe e fortaleça cada um de vocês.
Julia
Muita luz para quem partiu e paz para quem fica.
Daiane
Que Deus dê consolo e conforte o coração da família, principalmente da minha amiga Amanda e da Irmã dela Letícia!
Sinval
Meus sentimentos, que Deus conforte o coração de todos.
Silvia H.Giassi
Que cada lágrima se transforme em lembrança de amor.